Engraçado essa coisa de amor. Quando se gosta de alguém e a parte contrária sabe, você parece um produto em prateleira de supermercado e é alcançado facilmente pelas mãos tentadoras daquele que está “por cima”, a qualquer hora do dia, de acordo com o seu bel-prazer.
Mas... E quando o jogo muda e as mãos que antes alcançavam os produtos facilmente agora sentem falta dele naquela prateleira? Bem, neste caso, a situação – numa grande maioria dos casos – começa a ficar invertida. Num primeiro momento há a insatisfação por não tê-lo ali. Depois, a frustração por saber que ele esteve ali há pouco tempo atrás e não fora usado. Um pouquinho depois, a decepção por saber que ele era seu e foi embora como areia que escorre entre frestas. Ou seja: tudo é a mesma coisa, aquele produto se foi e não há gerente que dê jeito.
Nunca deixei ninguém esperar, nunca me frustrei por deixar produtos nas prateleiras pra pegar depois. Espero nunca me frustrar e tenho a certeza que estive disponível o máximo de tempo possível. Mas as pessoas resolvem testar novos produtos, novas formas de se viver. E o amor é assim! E mesmo na tristeza eu consigo perceber que ele é engraçado.
Mas na sua prateleira, fique sabendo, eu já não mais estou. Renove-se!


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