domingo, 29 de novembro de 2009

Retrospectiva

Quando pequeno, meus pais me ofereceram educação suficiente para que eu entendesse que o mundo não era feito sob medida para mim, mas eu que teria de me adequar às suas exigências. No primeiro dia de aulas eu chorei de medo. Lá pelo Jardim II eu tive um desarranjo intestinal e me borrei nas calças. No último dia eu agradeci aos meus pais pela oportunidade de ter estudado. Obrigado, papai e mamãe.

Aos doze anos, por ocasião de uma grande festa na minha rua, um parque chegou por lá. Eu era doido pra ganhar meu dinheiro e vi naquela “Disneylândia Nordestina” a oportunidade dos primeiros rendimentos. Ganhei R$10,00! Lembro como se fosse hoje; gastei tudo no pula-pula, exceto uma ficha que gastei no famigerado e enfadonho “minhocão” com cara de Bob Esponja. Mesmo contratando mão-de-obra infantil, agradeço ao senhor dono do parque pela oportunidade de experimentar ser bilheteiro-mirim por um dia.

Aos dezoito anos entrei na Marinha. Eu pensei que eu ia dar tiros e descer de rapel. Depois de um mês, percebi que lavaria banheiros imundos, ficaria de castigo por esquecer um número e me humilharia pra comer melhor vez por outra. A Marinha foi uma mãe. Foi uma mãe vadia! Mas foi uma mãe. Obrigado, Marinha do Brasil.

Aos vinte e cinco me encontro. Trabalho e estudo todo santo dia. Hoje eu junto fragmentos do que vivi e penso que tudo isso não dá nem a metade do que eu posso aprender. Tomara que Deus permita que eu viva para aprender e que eu aprenda para não viver na ignorância, pois só assim poderia dar continuidade aos capítulos dessa breve passagem terrena.

Prateleiras do amor

Engraçado essa coisa de amor. Quando se gosta de alguém e a parte contrária sabe, você parece um produto em prateleira de supermercado e é alcançado facilmente pelas mãos tentadoras daquele que está “por cima”, a qualquer hora do dia, de acordo com o seu bel-prazer.

Mas... E quando o jogo muda e as mãos que antes alcançavam os produtos facilmente agora sentem falta dele naquela prateleira? Bem, neste caso, a situação – numa grande maioria dos casos – começa a ficar invertida. Num primeiro momento há a insatisfação por não tê-lo ali. Depois, a frustração por saber que ele esteve ali há pouco tempo atrás e não fora usado. Um pouquinho depois, a decepção por saber que ele era seu e foi embora como areia que escorre entre frestas. Ou seja: tudo é a mesma coisa, aquele produto se foi e não há gerente que dê jeito.

Nunca deixei ninguém esperar, nunca me frustrei por deixar produtos nas prateleiras pra pegar depois. Espero nunca me frustrar e tenho a certeza que estive disponível o máximo de tempo possível. Mas as pessoas resolvem testar novos produtos, novas formas de se viver. E o amor é assim! E mesmo na tristeza eu consigo perceber que ele é engraçado.

Mas na sua prateleira, fique sabendo, eu já não mais estou. Renove-se!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Provações

Jesus, até quando o Senhor vai me provar? De que formas eu posso te pedir para que essa provação acabe na minha vida e eu seja liberto de uma vez por todas? Meu sentimento é de indignação, de não-crença no que está acontecendo e eu só posso entender que Você, Pai, venha me provando para que o meu coração seja testado em sua plenitude.

Sofrer talvez seja o real sentido de se viver. Na verdade, o sofrimento é o preço da felicidade, talvez eu esteja pagando o seu preço agora. Mas, Pai, estou achando caro e além disso me sentindo injustiçado. E injustiça não tem preço, Senhor, pois fere a dignidade humana.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A irredutível face da ignorância.

Quem não merece estar nos seus contatos de Orkut, também não merece estar em MSN, Windows Messenger ou qualquer outra coisa do gênero. Pessoas ignorantes, impossibilitadas de pensar com sensatez ou prudência, devem ser mantidas longe do seu alcance para que a burrice (sim, a burrice pode te pegar!) não te pegue como um leão pega suas presas no meio do mato alto da savana.

O que é mais doloroso: ser difamado por alguém que nunca pensaria se comportar de tal maneira, ou lutar contra tais difamações sem saber de onde partiram? Busque uma resposta quando estiver nesta encruzilhada - Deus o livre! -, pois eu ainda não encontrei. As relações humanas parecem ser ditadas não pelas próprias pessoas envolvidas numa situação, por exemplo, mas por “conselheiros”, verdadeiros oráculos semeadores do caos. Parece que o ser humano tem a necessidade frenética de buscar respostas fora de si, nem que pra isso fique cego, levando consigo todo o censo de direção, confiabilidade, amorosidade, compreensão e afetividade que poderia existir para com a parte contrária.

Óh, Santa Ignorância! Tu que és mãe de toda a incapacidade intelectual, passe longe do meu caminho e retire dele todos os inúteis que me cercaram um dia para que eu possa fazer da minha vida uma trilha de valores os mais corretos possíveis e jamais determinados por outrem, porém por minha própria consciência, rainha e mãe do meu ser. Te rogo por isso, Santa Ignorância, pois pessoas amáveis quando pegam o teu caminho, trilham pela triste estrada mantenedora do desprazer, do pseudo-orgulho, das “informações terceirizadas”, da banalidade intelectual, da fraqueza, da futilidade. Elas se tornam um fantoche capaz única e exclusivamente de repetir o que o seu senhor deseja.

Ontem me intitularam como bom homem, responsável, cumpridor dos deveres, amigo, verdadeiro amor. Hoje eu sou o golpista, o mau caráter, o enganador, mesmo trabalhando e estudando dia após dia e correndo atrás dos sonhos mais singelos na vida de um homem. Fazendo uma análise bem fria (frigidez me lembra alguém!), percebo que essa mudança radical de adjetivos e atribuições são faces da ignorância. Faces podres, podres como trapos imundos, podres como os sentimentos que um dia foram cultivados em nome do amor.

Cortei pela raiz, joguei terra em cima. O que é podre não presta, deixo para a ignorância e os seus seguidores, fiéis e raquíticos em sua essência, burros por excelência.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Intenso e valioso.

Para quem estava com as pretensões de ficar somente em casa no fim de semana prolongado, acabei tendo de submeter minhas necessidades às do Juninho Canhoto, zabumbeiro. Na sexta (30/10) fui tocar no Bar do Carneiro, localizado na Prudente de Morais. De lá, fui ao Rastapé só p’ra olhar o movimento com o amigo Biro. Porém, como já era 4h, decidimos ir até Brejinho/RN para dar umas voltas de cavalo naquele interior. Resultado: quase levo uma queda (sou vaqueiro de bode!) e o meu sono foi se acumulando até as primeiras horas do sábado.

Voltamos de Brejinho/RN às 11h e ao chegar em casa não pude descansar, pois havia uma festa particular a ser realizada logo mais ao meio-dia. Tocamos até às 17h e retornamos para os nossos lares. Ufa! Acabou... Nada! Chegando em casa tomei um banho, descansei um pouco e fui ver os últimos suspiros do meu ABC na Série B, contra o Paraná. Depois de lá, parti feroz para o Bar do Carneiro, novamente, onde toquei das 22h até às 00h.

Acabou? Não! Hehehe... Ao sair de lá fui pra Búzios e cheguei às 1h30, onde finalmente descansei em paz por dois longos dias, fazendo valer todo o esforço realizado no curto espaço de tempo. Agora digam: foi ou não foi um final de semana intenso? É assim que a vida vale à pena!