quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Cantemos louvores à pátria, sim!

Engraçado como as concepções são alteradas com o passar do tempo. Quando criança, estudava num colégio onde cantar o hino nacional era "de lei". Mas, calma aí! Além do hino nacional, cantávamos o hino da independência e o da bandeira. Até hoje canto boa parte de suas letras, como se tudo isso tivesse acontecido ontem. Olhando para a atualidade, percebo quão inútil o hino se tornou para as crianças da geração "Counter-Strike". Aliás, elas sabem que Ele existe?

"Crianças, hora do hino. Quem que hastear a bandeira hoje?". A professora começava um dia na semana assim, geralmente a segunda-feira. Cantar o(s) hino(s) era simplesmente o máximo para mim. Não tinha a noção exata do que representava, mas aquilo era gostoso de ser vivenciado. Serviu? Sim, muito. Fora alicerce para conceitos vários.

Há pouco tempo, o Deputado Lincoln Portela (não sou partidário...), relator da lei que institui um dia na semana para que o hino nacional seja executado nas escolas de ensino fundamental, acabou recebendo críticas do cientista social Róbson Fernando de que tudo aquilo não passava de patriotismo ufanista e desnecessário.

As "palavras aduladoras", termo usado pelo cientista quando este se referiu à letra do hino nacional, são enlaces fortíssimos do povo, sua história e trajetória até a contemporaneidade. De fato, não alcançaremos o mais alto grau de civismo e patriotismo colocando os nossos garotos somente para cantar repetidamente o hino. Ele, por si só, representa uma pequena parcela do que podemos fazer nesse sentido, sem que para isso tenhamos que deixar de lado o trabalho social, o espírito de cidadania, a urbanidade. O hino nacional é o alicerce para as lições que virão em outros momentos da vida de cada um.

Amar a pátria, ser nacionalista (moderadamente) e cantar o hino do seu país, não é feio, não nos faz superiores a ninguém, nem deixa seqüelas devastadoras. Agora, se o sujeitinho tem algum tipo de frustração por ter uma escoliose, pé-de-pato, hérnia ou por associar o hino às torturas da Ditadura, é melhor ele começar os atos de civismo dele dentro de um grupinho de escoteiros. Se bem que nos escoteiros também se canta o hino...

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